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sábado, 5 de janeiro de 2013

Da eterna saudade

"Da eterna saudade"  -  Czar D'alma
 
 
 
 
“Da eterna saudade” – Czar D’alma.
A saudade me abraçou...
Tenho saudades de dias em que a porta de minha existência se abria
Eu acolhi no seio a doce maresia do beijo de um amor.
 
Ah, sim a saudade anda comigo aos dias de abrigo,
Quando rodeando por meus caminhos, fujo de mim.
E ando solicitando a presença de algum amigo,
Fugitivo do grito e esplêndido ouvinte do confessor que guardo comigo.
 
Sim, a saudade fala em noites claras, aborda o meu silêncio...
E quebra dos meus delírios aquilo oque os homens chamam – sentido.
Em dias quando escuto os momentos que guardamos e os que encontramos
Trago a saudade de que a vida ao seu lado era todo o meu libertar de conflito.
 
Sei da saudade os seus discursos mais solenes,
De suas frases as mais dolorosas,
Mas sei que, a saudade nunca me prometeu coisa alguma,
Senão a arte de entender do outro o erro, o medo e o que, percebe como perigo.
 
Ah, essa saudade que me arrasa em madrugadas inteiras...
Quando aos braços desse encontro, recaio às minhas maiores mazelas.
Não, não me diga pra esquecer a saudade, por que, nela habito,
Por que, onde os homens mentem, Deus deixa lá a esperança, o amor, a oração e o grito.
 
A saudade me agita,
A saudade não me larga, a saudade é a coisa mais doce,
Quando não, não deixa de ser a espera mais amarga.
 
Deixa eu me abrir contigo e dizer por que seu nome é saudade.
Por que, em dia de solidão eu abro o peito deito lágrimas,
E correndo pro tempo que agora não é...
Derramo de mim a felicidade mais vasta.
 
Os meus amigos não entendem, meus familiares repelem,
Mas é quando a chama arde em meu peito, e o som das coisas aplaude.
São nessas horas que vislumbro da dor, o acolher e o despeito,
De onde a minha herança são despojos de minha casa inacabada.
 
Quando mandarem-me fugir da saudade, quem há de me abrigar.
Pois, se defendemos o sangue nas veias e o leite do egoísmo,
Por que o mar jamais fez um afogado, náufragos e tempestades...
Para aqueles que não largaram suas ilhas, teto, terra e barro.
 
Então, eu abro o braço e digo a saudade...
Tu me amas e me faz compêndios de felicidades
Onde o tempo é mentira, o vento é loucura,
Mas os gestos são eternizados no meu rim, peito e baço.
 
Por que do meu coração... Já não sei o que faço.
 
 
 
“Da eterna saudade”  -  Czar D’alma